sexta-feira, 21 de março de 2014

DOLLY




DOLLY

Sem coração, sem identidade
Conhecida por quem veio antes
Inconscientemente morta;
Inconscientemente sendo outra Dolly
Tu não tens sentimentos
Reproduzes o discurso de outrem;
Não pensas, não refletes por si só
Es uma cópia, fraca e borrada
Es menos que a primeira Dolly, es quem não es,
Comungas de quem não tem consciência;
Partilhas com a perfeita imperfeição.
ALBERTO ANDERSON

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

(Ná) cor da pele




Tua pele mulata
Desperta na cabeça os mais temíveis pensamentos
Teus lábios entre alçados,tua boca entre aberta
Teu cabelo preto, intensificando tua origem negra,
Olho e na te vejo, te desejo
Teus dentes alvos, entre teus lábios aparecem
Lábios que são janelas para o dia que nasce;
Lábios que são caravelas, pelas quais navegaria o quanto fosse possível
Pele visivelmente macia,
Voz que invisivelmente encaminha
Encaminha meus pensamentos para outro mundo,
Encaminha “eu” poeta a sobre ti escrever minhas dores.



domingo, 3 de novembro de 2013

Tua Face







Mascara negra, é isso que usas,
Quero ver teus sentimentos
O que guardas em teu rosto amargo,
O que ocultas em teu sorriso (não) tao largo.
Quero ver teu interior, dissecar tua mente
Encontrar-me perdido em meio a pensamentos obscuros;
Quero simplesmente entender-te.

(Alberto Anderson)

terça-feira, 26 de março de 2013

categoria - frases


"eu aprendi o bom poder das palavras depois de ter sido massacrado pelos seus maus efeitos."




"Alberto Anderson" 




quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

 



  



Sete Chaves!!!

A rosa que tu me destes, hoje eu a guardo
A sete chaves, eu a guardo em segurança,
Essa rosa que vejo em sua dança
É vermelha e macia feito pluma
A rosa que toda beleza deslumbra
Aos olhos dos mais atentos, quem sou eu?
Um Pierrot que a rosa recebeu
Mais que não sabe decifrar o seu valor,
Entre as mais diversas formas de amor
Essa rosa eu não entendo seus efeitos,
Talvez por paralisar em meus defeitos
Ou por olhar demais sua perfeição
Essa rosa é a inadequação
Não é pecado, é amor ao olhar direito,
Essa rosa que guardo, não mais recebo
Por você a mim entregue docemente,
Essa rosa tão doce e inconsequente
É o gosto suave de teus beijos!

( Alberto Anderson)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


    Meus Versos...


  Meus versos não têm características
São filhos do agora
Depois nem eu talvez os entenda
São frutos do instante
É poesia inspirada em poesia
São frases que fazem textos
E textos que se resumem em frases
Esse sou eu hoje
Copiado e copilado do eu de outrora
Transubstancial e dissociado do eu do amanhã
Não sei pra onde vou, nem quem serei,
Não sei se o que está escrito está certo, ou não.
A relatividade das coisas, é disso que gosto
Minh ’alma é uma palavra
Esta, que escrevo a cada dia um pouco.
Palavra essa, infinita.
Mas eu que a escrevo, esse ser, um dia acaba!
  

                            ( Alberto Anderson) 

O poder da poesia



“No limite das forças do ser humano encontrasse a poesia, quando tudo mais não há, ela chega e faz desse nada o tudo do poeta.”
    
(Alberto Anderson) 


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013





Pensamentos meus....

Singela dor que envaidece os pensamentos

Mas que aprisiona o grande ócio do saber

São os dilemas de minha vida em poucos lemas

Mas lemas esses que não consigo esquecer...


(Alberto Anderson)